DÁ PRA SER DIVERTIDO E EDUCATIVO?

DÁ PRA SER DIVERTIDO E EDUCATIVO?

Se você perguntar o que as crianças querem ganhar de presente, a resposta mais comum é: brinquedo! Se por um lado, os pequenos querem a diversão; por outro, os pais se questionam como aproveitar esses presentes para oferecer estímulos que promovam o desenvolvimento de seus filhos.

Patrícia Marinho, coordenadora do programa BEM – Brincar Ensina a Mudar (do Núcleo Ciência pela Infância) e editora do site Tempo Junto (www.tempojunto.com), explica que um brinquedo bom não é definido pelo seu rótulo de “educativo” e, sim, pelo uso que a criança faz dele. “Todo brinquedo que permite que a criança explore tem o poder de estimulá-la em diferentes aspectos. Portanto, é um equívoco achar que só os brinquedos batizados de educativos são bons ou são melhores do que brinquedos ditos comerciais”, comenta.
Ou seja, é importante entender que todo brinquedo pode ser educativo, à medida em que a criança interage com ele e desenvolve novas habilidades nessa brincadeira.

BRINQUEDOS PARA BEBÊS

Segundo Patrícia, existem brinquedos adequados para cada faixa etária e uma boa brinquedoteca caseira é aquela que oferece diversidade de estímulos. “Todas as crianças, e não apenas os bebês, se desenvolvem em quatro dimensões diferentes ao mesmo tempo: cognitiva, motora, social e emocional. O ideal é oferecer brinquedos que sejam divertidos para as crianças (o grande objetivo da brincadeira, para a criança, é simplesmente brincar) e que proporcionem estímulo adequados para essas quatro dimensões.”

Para os bebês de 0 a 2 anos, os brinquedos mais interessantes são chocalhos, bola, cubos, blocos de empilhar, bonecos, carrinho e objetos com rodas, instrumentos musicais, brinquedos de encaixar e, também, os livros.

A PARTIR DOS DOIS ANOS

Depois dos dois anos, as crianças passam a realizar brincadeiras de faz-de-conta, enquanto os brinquedos deixam de ser apenas objetos e passam a ter significados. “As crianças passam a usar os brinquedos para imitar o que vêm a sua volta e demonstrar o seu conhecimento de mundo. É uma ótima fase para introduzir os fantoches e os objetos que simulam os cuidados como o bebê, como utensílios de cozinha ou banheira e apetrechos de banho. Isso vale para meninos e meninas”, indica Patrícia.
Além disso, também é importante ter itens que estimulem a imaginação, como bonecos de animais e objetos não-estruturados. É nessa fase que podem começar a ser introduzidos os primeiros jogos de quebra-cabeça e a massinha de modelar.

QUEBRA-CABEÇA

Os jogos de quebra-cabeça podem ser introduzidos entre 2 e 4 anos, segundo Patrícia. “O quebra-cabeça é um brinquedo com mil e uma utilidades para o cérebro. Além de ajudar na concentração, estudos mostram que resolver quebra-cabeças entre os dois e quatro anos de idade ajuda, de fato, a desenvolver habilidades espaciais e matemáticas, que serão de grande utilidade na vida adulta”, comenta.

MASSINHA DE MODELAR

Brincar de massinha de modelar ajuda as crianças a desenvolverem a coordenação motora fina, além de estimular a criatividade pela liberdade de inventar qualquer coisa. “A brincadeira fica melhor ainda se você oferecer outros materiais para a criança usar com a massinha, como miçangas, palitos de dente ou picolé. O mais legal é deixar a imaginação da criança livre para usar os materiais disponíveis da forma que quiser.”